25 de fevereiro de 2008

Uso das ferramentas 2.0



Analisei uns dados hoje sobre aplicações 2.0 na web. O relatório é da Forrester relativo ao quarto quadrimestre de 2006, contudo notem que interessantes os dados abaixo:

  • 13% Criadores: Publicam vídeo, mantém um blog, fazem upload de vídeo.
  • 19% Críticos: Comentam em blog, fazem avaliações.
  • 15% Colecionadores: Usam RSS, tagueiam sites.
  • 19% Participadores: Usam sites sociais
  • 33% Espectadores: Lêem Blogs, assistem aos vídeos gerados por usuários, ouvem podcasts.
  • 52% Inativos: Não usam a internet em nenhuma das maneiras acima.

Na época 52% dos usuários norte americanos estavam satisfeitos com a internet 1.0, ou seja, ler e-mail, usar bankline ou mensagens on-line.

Outro ponto interessante é que 33% das pessoas consumiam informação enquanto 13% criavam.

14 de fevereiro de 2008

Big Brother, Digg e Overmundo



Quem ganhou o último Big Brother? Aposto que você sabe! Poisé, todo mundo sabe. Muitas das coisas que sabemos na verdade não escolhemos saber, por exemplo, sei que o Alemão ganhou a última edição e na atual tem um Marcelo que nem todo simpatiza. Embora não assista ao programa, essas informações chegaram até mim mesmo sem meu consentimento e, com isso percebo - nem tudo que sabemos é fruto das nossas escolhas.

Quantas vezes será que somos impactados e digerimos informação mesmo sem querer saber?

Na internet as coisas não são muito diferentes. Fico pensando o quanto estamos expostos a dados que não nos é pertinente. Quando fazemos uma busca, por exemplo, quanto dos resultados não estão em destaque apenas, por terem seus códigos construído com uma boa otimização?

Um dos algoritmos do Google tenta traduzir esse poder de moderação da seguinte forma: - Se após pesquisar algo clicar em um link e ficar no site, ou seja, não voltar e tentar outra página da mesma pesquisa, fica entendido que a página apontada foi pertinente, caso contrário, se após o clique o usuário tentar novamente, o Google percebe que o site anterior não oferecia um conteúdo satisfatório. A partir disso e de outros fatores o Google nos apresenta os resultados de sua pesquisa.

Parece tudo ótimo mas existe uma frente que questiona essa bondade toda. O Google assim como a Coca-Cola não disponibiliza para o público o segredo da sua formula. Então sempre existirão os que disseminam que a Coca pode causar câncer e, os que o Google pode manipular seus resultados.

Dúvidas são frutos da falta de transparência. Por isso o Wikia Search tem como proposta disponibilizar o funcionamento de todos os seus algoritmos, confiando na comunidade para construir seus resultados.

Mas Ora! não é difícil juntar algumas pessoas e manipular isso também. Afinal qual o percentual de pessoas que participam ativamente da internet? 3%, 5%? Não sei. Dizem as más línguas que a Wikipédia Brasileira é extremamente manipulada e que Portugal deseja até segregar seu conteúdo. Não tenho muitas informações sobre isso, não sei se efetivamente é verdade, apenas penso que é possível.

Votação é o alicerce da democracia e o Digg é um site pioneiro nesse sentido. A proposta do site é: - quem aparece primeiro é quem conseguir angariar mais votos. Maravilha uma solução, pensei! Engano meu, engano do Digg. Logo ficou claro que os usuários chamados Heavy Users se uniam para formar uma espécie de Clã, que combinando seus votos mantinham seus conteúdos em destaque.

Não ficou assim, o Digg tentou novamente. Agora quem aparece na frente é quem além de mais votos, possuir maior quantidade de fontes distintas.

Qual será o próximo passo? Ainda não está claro. Mas uma iniciativa que admiro é a do Overmundo (site nacional de conteúdo cultural).

Como funciona o Overmundo?

Primeiro: Você publica o seu conteúdo, que por 48 horas fica em uma fila de edição, enquanto estiver nessa fase, outros membros poderão sugerir edições em sua obra.

Segundo: Sua matéria passa então para um fila de votação e fica lá por mais 48 horas, caso nesse período consiga receber votos suficientes, passa a fazer parte do conteúdo definitivo do site.

Ou seja, você publica, recebe votos e vota, definindo assim a qualidade do seu conteúdo e o da comunidade. A medida que participa a sua capacidade de julgamento é definida, ganhando votos e votando nos vencedores o peso do seu voto aumenta, podendo chegar até 10.

Seria possível burlar isso? Acho que sim, se você tiver paciência pode fazer 50 cadastros e votar em seu próprio conteúdo.

OpenID como Título de Eleitor.

Não existe Título de Eleitor na internet, no futuro, quem sabe, o OpenID poderia funcionar como tal? De repente sim. OpenID tem como proposta democratizar a internet, tratando cada usuário como dono de sua própria identidade, eu seria eu, não seria eu@yahoo ou eu @gmail. Acredito que se os sites agregadores utilizarem o OpenID na votação de conteúdo, ajudaria a melhorar a qualidade do mesmo.

Sem alarde.

Não quero propagar medo, não sou contra o Google, não sou a favor da Wikia, sou Withe Label. Embora saiba que precisamos manter a anteção, afinal, querendo ou não, a internet já esta politizada. A única coisa que desejo é saber menos de Big Brother e mais dos assuntos a mim pertinentes.

P.S> Criei o título "Big Brother, Digg e Overmundo" para tentar ganhar peso no Google - Me perdooem.

13 de fevereiro de 2008

Campus Party - Eu Fui



Hoje finalmente consegui ir até o Campus Party. A primeira tentativa sem êxito ocorreu na segunda feira, o tamanho da fila me desencorajou.

Sai do trabalho por volta das 17h30min, um tanto tarde para os eventos que gostaria de participar. Embora o trajeto do trabalho até a Bienal não chegue a 20 kilometros, ainda sim, me perdi um pouco. Afinal sou um carioca errante - possuo sérias dificuldades em entender a lógica urbana de São Paulo -.

As adversidades se estenderam ao chegar, demorei um pouco para encontrar uma boa vaga, questão que me deixou indignado. Não havia nenhuma mesmo, os carros circulavam como se estivessem brincando de "dança das cadeiras", alguma hora a musica iria parar e se você estivesse perto de uma vaga "pimba", ganhava seu prêmio.

Rodei mais um pouco até que finalmente consegui meu lugar ao sol e, algo me diz que a pessoa logo atrás de mim me desejou algum mal, é quase intuitivo, eu não culpo ninguém por isso, afinal quando alguém bem a sua frente consegue uma vaga, imediatamente passa a ser uma filha da p... Mesmo que seja o papa.

À medida que me aproximava do balcão da bienal uma sensação de entusiasmo tomou conta de mim. Refleti durante instantes sobre a importância do evento, pessoas circulavam, algumas mais devagar e outras com mais pressa, embora todas pareciam unidas pelo mesmo propósito - disseminar conhecimento.

Ainda antes da entrada avistei um mar de barracas de camping azuis. Naquele instante admirei a dedicação dos que promoveram evento e dos que participavam, todos dispostos a ficar ali até o final, até debater tudo, até a última linha de código e até o último post no twitter.

Após me identificar e pegar os brindes (caneta, bloquinho, chaveiro, camiseta...) estava enfim, dentro do evento. Senti-me naturalmente perdido e extasiado, não me movimentava na mesma velocidade das pessoas, afinal, todos já conheciam o lugar, enquanto eu olhava tudo pela primeira vez.

Ao chegar ao grande mezanino da Bienal, notei que de um lado estavam às mesas onde as pessoas sentavam e plugavam seus computadores, enquanto no outro lado, aconteciam às palestras.

Cada palestra ocorria uma ao lado da outra, praticamente sem separação, dependendo do lugar escolhido era possível ouvir o conteúdo de ambas as palestras

Não sou uma pessoa que conversa muito, então circulei bastante, ouvi, comi um sanduíche e fui embora. Isso em 3 horas.

Amanhã eu volto lá!

12 de fevereiro de 2008

Deus não joga dados com o universo - Einstein



Alguns dias atrás eu comprei um livro para dar de presente. "A Boa Sorte - Criando as condições de sucesso na vida e nos negócios".

Não, não é mais um livro de auto-ajuda para quem esta perdido e necessita de uma diretriz. O livro conta uma fábula inspiradora, sobre a diferença entre os que decidem buscar a sua sorte e, os que esperam que alguém as diga onde ela esta.

No caso, nenhum desses dois amigos estão precisando de uma palavra amiga, esse gesto irá apenas reafirmar "ei vocês, estão no caminho certo"

No post anterior, falei sobre empreendedores que fizeram sucesso a partir da pura pretensão de fazer algo diferente, ou simplesmente, com a intenção de ajudar os outros. Isso me inspirou a re-escrever algumas frases de grandes pensadores – retiradas do livro -

"Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir"
Woody Allen

"Circunstâncias? O que são as circunstâncias? Eu sou as circunstâncias"
Napoleão Bonaparte

"Só triunfa no mundo quem se levanta e procura as circunstâncias - e as cria quando as não encontra"
George Bernard Shaw

"Muitas pessoas pensam que ter talento é uma sorte; poucas, no entanto, pensam que a sorte possa ser uma questão de talento."
Jacinto Benavente

"A sorte só favorece a mente preparada"
Isaac Asimov

"A sorte ajuda os ousados"
Virgílio

"A sorte é a desculpa dos fracassados"
Pablo Neruda

"O Fruto da sorte só cai quando está maduro"
Frederich Von Schiller

"Acredito muito na sorte e descubro que, quanto mais trabalho, mais sorte tenho."
Stephen Leacock

"Quanto mais pratico, mais tenho sorte"
Gary Player

"Existe uma porta pela qual pode entrar a boa sorte, mas só você tem a chave"
Provérbio Japonês

"A sorte não está dentro de nós, mas em nós mesmo e em nossa vontade"
Júlio Grosse

"A Sorte segue a coragem"
Ênio

"A sorte ajuda os corajosos"
Públio Terêncio

"A resignação é um suicídio cotidiano"
Honoré de Balzac

"Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é que ela me encontre trabalhando."
Pablo Picasso

"A sorte do gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração"
Thomás Edson

"O segredo de um grande negócio consiste em saber algo que mais ninguém sabe"
Aristóteles Onassis

"Você é o motivo de quase tudo que lhe acontece"
Nikki Lauda

"A sorte não é nada mais do que a habilidade de aproveitar as ocasiões favoráveis"
Orisom Sweet Marden

"De todos os meios que conduzem a sorte, os mais seguros são a perseverança e o trabalho"
Louis Reybaud

"Somente aqueles que nada esperam do acaso são os donos do destino"
Mattew Arnold

De boas intenções, as boas ideias estão cheias.


É no mínimo curioso,
Empresas hoje bem sucedidas, quando criadas, a última coisa levada em consideração foi - ganhar dinheiro -.
Uma boa idéia não é um bilhete premiado, embora não custe nada influenciar-se naqueles em que a inspiração bateu a porta.

Facebook
Mark Zuckerberg, criou o facebook para manter contato e compartilhar fotos com os seus amigos da universidade.

CraigList
Craig Newmark queria manter seus amigos informados sobre eventos interessantes na Baia de São Fransisco.

Del.icio.us
Joshua Schachter, havia acumulado uma grade quantidade de links e gostaria de alguma forma organizá-los para compartilhá-los facilmente.

Interney
Edney Souza, criou no geocites um site para dar dicas de informática para conhecidos.

Yahoo!
Jerry Yang e David Filo, lançaram na web um guia para as pessoas localizarem páginas na internet.

Youtube
Chad Hurley e Steve Chen, Criaram um programa decomputador para dividir vídeos com amigos.

Parece que as histórias estão exageradamente reduzidas. Mas não, nem estão tanto assim, todas nasceram despretensiosamente.

Quando tiver uma boa idéia não pense "eu vou ganhar muita grana" e sim "isso vai ser útil para muita gente"

Projeção de receita em redes sociais



Fonte e-Marketer

Havia um tempo...



“Criar meu website, fazer minha home page....”

Houve um tempo em que e-mail era zipmail, navegador era Netscape e a música do Gilberto Gil era “up-to-date”, embora hoje, nada disso permaneça, empreendedores com muito entusiasmo e dedicação atravessaram esse ciclo inicial da internet, superando obstáculos e desbravando novos horizontes.

O período entre 1998 e 2002, é exemplo de uma era fervorosa. Durante quatro anos, houve iniciativas que prosperaram e outras não. Embora os chamados de fracasso, estivessem mais para idéias pioneiras, muitas vezes não medraram devido ao contexto de um mercado em formação.

Quem não se lembra do Fulano.com, Fera.com, tantofaz.net, Promit, UsinadoSom, Starmedia, Qualivillas? Esses são exemplos embrionários da internet tal como conhecemos hoje. A partir de idealizações como essas profissionais foram formados, o mercado prosperou e novos empreendimentos foram viabilizados.

Uma ponderação surgiu ao observar a velocidade na seqüência desses fatos – refleti sobre o que ocorreu há uma década e, me pareceu analisar um passado remoto – Assim então, comecei a exercitar meu julgamento com uma simples norma de segurança - olhar para os dois lados de uma rua antes de atravessa-la - Onde um lado referia-se ao futuro, o outro lado ao passado.

Considerações sobre os acontecimentos recentes (tentativa de yahoo + Microsoft) e as promessas futuras (openID, openSocial) me tentaram a remontar o que já transcorreu ,aqui, no ambiente digital.Nivelei então, o passado e o presente na mesma prateleira.

Sucesso e fracasso sempre andaram próximos, nos empreendimentos digitais então, quase colados. Reflexão deve ser um exercicio constante.


Como seria? Tanto faz, acabou mesmo.

Pensei esses dias sobre o extinto tantofaz.net, portal que surgiu em 2000 com uma proposta inovadora e audaciosa. Com o objetivo de atingir diretamente o público jovem, seu conteúdo era referência à atitude psicodélica, à música e ao sexo.

O interlinkados, por exemplo, um dos serviços do site, sem dúvida foi um dos precursores do que conhecemos atualmente por redes sociais, tais como orkut e fotolog, devido à possibilidade de um membro se relacionar com outro dentro de um mesmo portal.

Muito antes do BigBrother, já existia um confessionário no site, área onde os usuários relatavam seus segredos mais íntimos no anonimato. Sem dúvida, uma alusão ao conceito de conteúdo gerado por usuário.

O pioneirismo do portal, na época pilotado por Fernanda Romano, executiva tida como referência pela capacidade de fomentar debates, reunir executivos de todos os portais e pela conduta de vanguarda. Mostra-nos como a iniciativa desse projeto estava à frente de seu tempo.

Atualmente, quem sabe, em um mercado mais maduro no que tange à rentabilização e publicidade, o tantofaz.net poderia ter tido uma vida mais longa, mesmo assim, quarta feira, 22 de agosto de 2001, o portal declarou o fim da sua operação no Brasil. O site não conseguiu receita suficiente para cobrir o mínimo dos custos.

Agora, vamos imaginá-lo nos dias de hoje. O mesmo público-alvo, predominantemente jovem, atualmente possui uma conduta mais participativa que seus antecessores (mesmo se tratando de um passado recente).

O que poderia ser diferente então? Como o portal poderia ser hoje?

* Um agregador de conteúdo jovem (uma espécie de Limão)
* Uma rede de blogs com foco em conteúdo gerado por adolescentes
* Uma rede social

Meras suposições que me fazem pensar...

... Uma idéia inovadora pode “dar errado” justamente por estar à frente do seu tempo?

11 de fevereiro de 2008

Por isso o Google vale tanto

O faturamento dos sites de busca nos Estados Unidos em uma decada será estonteante, saindo de meros $299 milhões em 2001 para quase $6.8 bilhões em apenas cinco anos. Até 2011, ao que tudo indica, o crescimento será ainda maior, alcançado $16 Bilhões.

Em 2008, estimativas apontam extremos para esse mercado, a pesquisa da Forrest aponta para baixo ($7,2 Bilhões) por outro lado o Piper Jaffay aponta para a outra extremidade ($ 15.5 Bilhões). Uma razão para essa divergência vem em como a publicidade em busca é definida. Por exemplo, alguns, tais como a Forrester, levam em conta o SEO em suas estimativas totais.

Embora SEO seja essencial para o Marketing Search, não se trata de uma compra efetiva, e consequentemente não é levado em consideração como investimento em publicidade.

As pesquisas ainda projetam que a “Busca Paga” remanescerá dominate como investimento publicitário nos próximos 4 anos. Embora, ainda em 2008, os de opnião extrema como o Piper Jaffaray, acreditam que as buscas representarão 52.6% do investimento publicitário da internet.

8 de fevereiro de 2008

V-I-VA (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

Um grande amigo - Igor Crivellari -, Apesar de ser um sujeito métido a italiano, é um excelente profissional, olhem o texto que ele me enviou:

Viva

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.


Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque a nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você deve considerar:


Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.


Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesses que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.


É quando você se sente mais vivo.


Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas.


Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.


Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.


Como acontece?


Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…
São apagados da sua noção de passagem do tempo…
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.


Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir- as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.


Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.


Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA.


Não me entenda mal.


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de só um capítulo, repetido todos os anos.


Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).


Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registro com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.


Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).


Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova tirada de um livro novo.


Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se vc tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras….


V-I-V-A.


Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.


Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.


Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?


Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.


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