12 de março de 2008

Opinião Social - Shopping Review



Acabou de ser lançado o (http://www.sazze.com/). Um serviço que usa “algoritmo social” comum na maioria dos sites 2.0, com a intenção de encorajar os consumidores a testemunharem sobre seus produtos, tendo como base sua experiência pessoal. O principal propósito do site é conseguir uma fatia no mercado de “shopping/review”.

O site começou a ser desenvolvido em meados de 2007 e apenas em janeiro desse ano começou a receber um pequeno número de usuários beta. A premissa é atrair o comércio on-line e off-line para o site ao prover comentários reais e honestos de pessoas comuns.

Apesar dos americanos estarem gastando mais do que nunca em bens de consumo, tornaram-se ao mesmo tempo mais exigentes. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo próprio Sazze, um em cada quatro consumidores afirmou usar comentários de clientes on-line antes de contratar um serviço off-line.

Como suplemento, os resultados de outro estudo recente, aponta que os consumidores que consultaram comentários on-line, gastaram 41% a mais em uma loja (off-line), do que os que não pesquisaram a opinião de outras pessoas na Web. Baseado nessas premissas é pertinente afirmar que prover qualidade de informação on-line pode incrementar o mercado off-line.

O Modelo de negócio do Sazze foi muito influenciado pelo Yelp.com, um website onde os usuários compartilham comentários sobre restaurantes, bares e outros negócios locais. O Sazze funciona da mesma forma, apenas enfatizando a interação social entre usuários para promover comentários de qualidade sobre produtos.

Futuramente o Sazze prentende lançar uma espécie de programa “Usuário de Elite”, onde cada membro ao compartilhar suas especialidades em determinado tipo de produto poderá se tornar um “expert”, e a partir daí contará com certos privilégios como moderação e receber produtos do fabricante para que ele de a sua opinião.

8 de março de 2008

Opinião Pública + Ações de Branding



Ano passado, a Vizzu/Bazarchoice declarou que 80% dos consumidores, confiam cada vez mais no julgamento de alguém próximo, do que nas marcas em si, isso não quer dizer que as tradicionais ações de Branding tornaram-se obsoletas, apenas ilustram um cenário repleto de novas oportunidades, principalmente nas ações que atingem diretamente uma cadeia de consumo.

Em um mercado global e sem fronteiras, com escolhas quase ilimitadas, essa tendência está cada vez mais evidente, afinal, as pessoas que conhecemos são essenciais em nossas decisões diárias. Hoje mais próximas, nas suas redes sociais, blogues, microblogues, mensagens instantâneas e por que não no próprio e-mail, as pessoas estão aptas a criar uma grande rede de influências.

Viral e marketing de guerrilha tornaram-se então um paradoxo, ficou fácil e difícil viralizar. Fácil, pois aqueles que espalham notícias usufruem da abundância de meios. Por outro lado, não é tão simples quanto parece, nem todo assunto torna-se frenesi na rede e, não basta maquiar, muitos erram ao tentar plantar um assunto – um grande erro - o certo é jogar as sementes ao vento, só assim haverá a espontaneidade necessária para o sucesso da ação.

A pergunta de um milhão é: Onde jogar as sementes?

Existem debates que fomentam uma espécie de apartheid entre mídia tradicional e mídia espontânea, contudo essa coexistência é positiva para ambos os lados. Os blogs se especializam e a mídia jornalística busca diferenciais. Mas sem dúvida, associar uma marca em um ambiente colaborativo, requer ousadia, embora o retorno tenda a ser compensatório.

Widgets: Motores de audiência e valor



Widget é um termo sem tradução literal aplicado aos pequenos módulos de uma interface. Você já deve ter visto widgets aos montes na internet, em seus diversos formatos, dos mais simples aos mais complexos, sendo uma enquete ou um mapa com as cidades que já visitou. É muito comum vê-los em Blogs, redes sociais e nos sites chamados 2.0.

O Facebook ilustra bem como os widgets podem ser utilizados. Quando bem elaborados, tornam-se uma forte ferramenta de geração de valor e lead para uma marca. Um dos diferencias dessa rede social é o seu enorme eco-sistema de widgets, que possibilitam infinitos meios para as pessoas interagirem entre si.

Tudo que é bom, dura pouco, já dizia o ditado. Essa máxima também se aplica a internet, ou seja, existem mais widgets do que conseguimos usar. Isso é um perigo para quem quer fazer desses pequenos aplicativos uma forma diferenciada de comunicação. Mas nem tudo está perdido, basta apenas você seguir alguns preceitos básicos.

Não existe um dado preciso, mas acredito que devam existir milhares de widgets espalhados por ai, que vão de jogos, calendários até previsão do tempo. Para potencializar o sucesso do seu widget, esse deve ser útil para os seus consumidores, isso é mandatório, por exemplo, ao criar um widget para uma companhia de turismo, por que não desenvolver um mashup do Google maps mais um guia de cidades. Ter valor para os usuários pode parecer ser um conselho óbvio, mas nem tanto, é realmente difícil extrapolar o nosso desejo de ser inovador e criar algo que as pessoas realmente tenham vontade de usar.

A personalização é outro ponto que deve ser considerado. Deve ser simples e fácil trocar de cor, colocar dados pessoais, mudar de formato, ou seja, criar algo interativo e intuitivo.

Colocando em prática essas duas regras, pode contar com uma forte ferramenta de marketing, capaz de transformar as interações dos usuários, em valor para a sua marca e audiência para o seu site.

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