Ontem o
Wal Mart estreou a sua operação de vendas na internet brasileira. Confesso que esperava esse lançamento com certa ansiedade, afinal sempre fui fã da marca e gosto muito do site norte-americano. Para a minha surpresa o site nacional não tem quase nenhuma ligação com o e-commerce da matriz.
Para testar o novo site comprei um roteador wi-fi, já que estou precisando, dessa forma vou unir o necessário ao agradável, e ter a chance de observar todos os pontos do site.
Ponto comum
A interface não é das mais bonitas, em minha opinião, hoje, a loja nacional mais bem resolvida sem dúvida é o novo
shoptime.com. Alguns elementos chegam a ser curiosos como um botão chamado “espiar” que permite que o cliente veja detalhes do produto sem mudar de página.
A estrutura promocional do site, como os banners também não estão muito diferentes do que a gente costuma ver por ai.
Pontos fortesParece trivial, mas ninguém hoje no mercado nacional usa ferramentas de cross-seling como - clientes que viram esse produto acabaram comprando... – Um algoritmo relativamente simples de ser construído e com grande potencial para incrementar as vendas. Nessa mesma linha eles também tiraram proveito de regras de negócio simples como “Quem viu esse produto também viu e quem comprou esse item também comprou”, embora o submarino.com já faça uso dessa abordagem ha algum tempo, , o Wal Mart aplicou a esses mecanismos de venda menos prioridade.

A participação do usuário também foi levada em consideração no projeto, agora os usuários podem aplicar tags em produtos, isso pode ajudar e muito o processo de classificação de itens e na criação de novos serviços. Para ficar um pouco mais claro, hoje em toda a loja existe um processo de cadastro de itens e, esse cadastro influência toda a estrutura do site, desde a informação sobre o produto até a navegação, embora o esforço para manter cada item na prateleira adequada, nem sempre é possível cobrir todas as interpretações que os clientes possam vir a fazer, por exemplo, alguns consumidores podem achar que Iron Maiden, é Heavy Metal, outros podem achar que é apenas Rock, em casos assim a melhor coisa a fazer é deixar que os próprios clientes rotulem os produtos. Esse artifício é usado na amazon, e o Wal Mart está sendo o primeiro a por em prática no Brasil.
(
UPDATE 16:29) A livraria cultura também utiliza os sistemas de TAG.

Para manter os usuários informados sobre novidades e promoções existe RSS para praticamente tudo, o que é uma atitude corajosa, afinal isso facilita o trabalho de benchmark da concorrência, entretanto eles priorizaram a necessidade do cliente.

A preocupação com a segurança parece ser uma prioridade. Logo após finalizar o meu pedido, cerca de 30 minutos, enquanto ainda escrevia esse post, recebi uma ligação da central de anti-fraude do Wal Mart, para verificar os meus dados. No momento questionei o motivo para receber aquela ligação, e fui informado que o endereço de entrega que eu havia selecionado, não batia com o meu histórico (mas que histórico? Foi a minha primeira compra), eles tem um sistema integrado com uma série de outros que cruza dados de diversas fontes, e sim é verdade, o endereço que selecionei não era usual.
Pontos FracosO processo de checkout para os novos usuários é extenso, percorri oito páginas no total para concluir uma compra. Levando em conta que sou usuário experiente, encontrei alguns pontos banais de dificuldade, um deles era o campo de cadastro de CEP, já que os formulários contavam com auto-complete, eu intencionalmente digitei meu número errado, e voltar para corrigir foi uma tarefa árdua, uma vez que clicava no campo o ponto de texto automaticamente pulava para o outro campo, dificultando algo que deveria ser simples.

A busca interna de produtos está muito além do que pode ser, ao buscar pelo termo “celular” vieram mochilas, walkie talkie, estojos, amplificadores e alguns celulares, esse é um dos exemplos de palavras com problemas que encontrei
Pontos irrelevantesDentro da central de atendimento me deparei com um serviço chamado “
ferramentas de comunidade”, que para quem não vive o dia-a-dia da internet pode achar que trata-se de uma área comunitária e social, como aqueles estandes de doação de casaco que ficam nos mercados na época de inverno. Deixando de lado a questão semântica, nessa área notei que era possível convidar amigos para fazer parte do mundo wal-mart, mas quando clicava não ia para lugar nenhum.
Parabéns
Parabéns a
iThink e a equipe de Marketing do Wal Mart, lançar uma operação é uma missão complicada, e na última linha, o projeto foi um sucesso.