Falaremos de e-commerce então. Escolha uma palavra para definir o diferencial da amazon. Personalização. Escolhi por você. Vamos guardá-la.
A gente tende a entender personalização, quando tratada em ambientes digitais, como algoritmos. Bases espremidas, clusters super fatiados, até chegarmos ao indivído. Ao um. O único. E nesse ninguem chega. É intangível, o que torna inatingível.
Os varejistas do primeiro paragrafo, esses, estão brigando pela massa - pelo volume. Gente grande como a pernambucanas, já jogou a toalha, saiu do on-line. Quem é que vai querer entrar nessa? Esse tem que ser uma casas bahia da vida. Mas tem uma coisa que nenhum deles olha, ou não estão olhando. O um.
É uma pena. Existe um mercado imenso de uns. O Enjoei, e to vendendo é bom um exemplo. Um site de compra e venda de peças selecionadas, com uma tendência a produtos de moda. Como aqueles que a gente ainda gosta, mas não usa mais. A moda em sua essência é seletiva, mas não é esse o caso. Veja. Já existiam brechós on-line, já existia a venda em blogs, já existem e-commerce de moda, já existe até o mercado livre. Assim como existe também uma lacuna. Um site que fala, não literalmente, mas possui uma linguagem única, que não depende de ninguém. O site chega no indivíduo. Por que é livre. Não é business to business é people to people.
A atmosfera é de confiança mútua, confiamos que um vai pagar e que o outro vai entregar. A confiança é um dos alicerces do negócio. A confiança é a base de uma boa relação humana.
Como provocador, questiono. Com essa facilidade, com a capacidade quase infinita de fragmentação de um mercado, será que as grandes lojas irão ser repartir em infinitas variações de sí mesmas? Ou será que os consumidores vão desfragmentá-las?
Eu vou, na opção dois. O que é sólido é chato. O que eu não posso retransformar, criar a minha versão. Não me serve. Cada vez mais será assim. Então entenda a personalização como ela realmente deve ser entendida. Como uma necessidade irreversível do seu consumidor.










