15 de julho de 2009

Me, MySelf and I

Deixando de lado a complexidade do varejo. Em via de regra funciona assim, eu (loja ou rede de lojas) compro de um fornecedor X e vendo para um cliente Y, entre eles coloco minha margem. Nesse leva e traz, ganha, aquele que negocia e percebe melhor as oportunidades. As grandes redes esgoelam-se pelos melhores preços. E onde fica o diferencial? Os produtos são os mesmos, as marcas são as mesmas, até a conveniência é a mesma, vence o sempre melhor preço. Claro, não é tão extremo assim. Existem outros fatores. Mas convido vocês a manter essa ideia sobre o varejo, - simples. Dessa maneira fica ainda mais interessante o que vamos debater aqui.

Falaremos de e-commerce então. Escolha uma palavra para definir o diferencial da amazon. Personalização. Escolhi por você. Vamos guardá-la.

A gente tende a entender personalização, quando tratada em ambientes digitais, como algoritmos. Bases espremidas, clusters super fatiados, até chegarmos ao indivído. Ao um. O único. E nesse ninguem chega. É intangível, o que torna inatingível.

Os varejistas do primeiro paragrafo, esses, estão brigando pela massa - pelo volume. Gente grande como a pernambucanas, já jogou a toalha, saiu do on-line. Quem é que vai querer entrar nessa? Esse tem que ser uma casas bahia da vida. Mas tem uma coisa que nenhum deles olha, ou não estão olhando. O um.

É uma pena. Existe um mercado imenso de uns. O Enjoei, e to vendendo é bom um exemplo. Um site de compra e venda de peças selecionadas, com uma tendência a produtos de moda. Como aqueles que a gente ainda gosta, mas não usa mais. A moda em sua essência é seletiva, mas não é esse o caso. Veja. Já existiam brechós on-line, já existia a venda em blogs, já existem e-commerce de moda, já existe até o mercado livre. Assim como existe também uma lacuna. Um site que fala, não literalmente, mas possui uma linguagem única, que não depende de ninguém. O site chega no indivíduo. Por que é livre. Não é business to business é people to people.

A atmosfera é de confiança mútua, confiamos que um vai pagar e que o outro vai entregar. A confiança é um dos alicerces do negócio. A confiança é a base de uma boa relação humana.

Como provocador, questiono. Com essa facilidade, com a capacidade quase infinita de fragmentação de um mercado, será que as grandes lojas irão ser repartir em infinitas variações de sí mesmas? Ou será que os consumidores vão desfragmentá-las?

Eu vou, na opção dois. O que é sólido é chato. O que eu não posso retransformar, criar a minha versão. Não me serve. Cada vez mais será assim. Então entenda a personalização como ela realmente deve ser entendida. Como uma necessidade irreversível do seu consumidor.


14 de julho de 2009

Onde estrão as coisas?

Opa.
Faz tempo hein, seu singlepeer. Também pudera. Estou postando no Blog da Repense. No Update or Die da HSM, em uma outra revista. Ufa, assim fica difícil mesmo postar aqui. Mas o assunto e-commerce não morreu.
E digo mais. Da um pulo no Enjoei =P. Um site voltado a produtos diferenciados e já usados. Estamos bombando de visitas, de vendas.
Estou preparando nesse instante um post exatamente sobre isso, sobre as oportunidades de nicho. Fazer negócios na cauda. Onde os pequenos competem de igual com os grandes. E assim que sair replico aqui.
Esse espaço ficará voltado para isso. Para ecomm. E todo resto ficará agregado aqui. Em meu blog pessoal

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